Lisboa Madrid Fisioterapia e as Doenças Neurologicas
Marco 2010 / Marzo 2010 Esclerose Múltipla
sclerose Múltipla (EM) é uma doença desmielinizante inflamatória e auto-imune que ataca a substância branca do sistema nervoso central (SNC), caracterizada por inflamação na bainha de mielina, que reveste os axônios das células nervosas, com capacidade de destruição da mesma, prejudicando a condução dos impulsos nervosos. A EM é caracterizada por episódios repetidos de surtos. A hipótese patogénica mais aceite é que a EM seja fruto de uma determinada predisposição genética e um factor ambiental desconhecido que ao se apresentarem num mesmo indivíduo, originariam uma disfunção do sistema imunológico.
O diagnóstico da EM só se confirma quando há lesões no SNC, estas ocorrendo em diferentes locais do SNC e com pelo menos, 3 meses de intervalo, são também realizados alguns exames complementares para além da comparação das Ressonâncias Magnéticas Nucleares (RMN) feitas entre os surtos, tais como testes sensoriais, visuais, a análise do líquido cefalo-raquidiano (LCR) onde a concentração de imunoglobulina G (IgG) no LCR está aumentada em relação às outras proteínas. A EM pode classificar-se em 4 variantes:
Os sintomas do doente com EM variam muito, dependendo da localização da inflamação e da desmielinização no SNC. No entanto alguns sintomas raramente são assinalados tais como neurite óptica (inflamação do nervo óptico) e outros ocorrem com mais frequência tais como perda da força muscular nos braços e pernas, sintomas que afectam o sentido do tacto (sensação de encortiçamento nas pernas, formigueiro, pele irritada), dor, urgência urinária, obstipação, falta de equilíbrio e coordenação, fadiga, problemas sexuais e alteração de humor. Vários estudos são realizados para conseguir a cura da EM, mas a ciência ainda não chegou lá, existem apenas alguns medicamentos que podem retardar os efeitos da EM. Os fármacos indicados são: Inteferon beta 1A e beta 1B, ou o Acetato de Glatiramer. Para o paciente com EM é muito importante para além do tratamento farmacológico a fisioterapia, para poder manter uma qualidade de vida e sua independência enquanto Ser Humano. A reabilitação para pacientes com EM, deve ser feita através de uma equipa multidisciplinar, constituída por: médico, fisioterapeuta (motora e respiratória), terapeuta da fala, terapeuta ocupacional, psicólogo, nutricionista, educador físico e assistente social. O fisioterapeuta e o paciente com EM trabalham como uma equipe para que se possa atingir os seguintes objectivos: Aumentar ou manter a amplitude de movimento em todas as articulações; Melhorar o feedback sensitivo; Orientar quanto aos cuidados com a pele e inspecciona-la regularmente, evitando as úlceras de decúbito; Diminuir os padrões espásticos anormais e a influência do tônus sobre os movimentos; Melhorar a força muscular e o controlo motor; Melhorar a coordenação, através dos exercícios de Frenkel; Melhorar o padrão da marcha e equilíbrio; Melhorar as funções em actividade da vida diária; Ajudar no ajuste psicológico do paciente e da família, promovendo a compreensão da doença e enfatizar expectativas realistas. www.msif.org |
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