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Invasões Francesas: Evocação dos 200 anos da “Batalha do Côa” inaugura memorial junto ao rio
25-07-2010
Um memorial junto ao rio Côa foi hoje inaugurado em Almeida, no âmbito da evocação dos 200 anos do Combate do Côa, naquele que foi considerado o primeiro grande embate na terceira vaga das invasões francesas.

A cerimónia teve a presença do chefe do Estado Maior do Exército, general José Luís Pinto Ramalho, bem como do secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, tendo havido uma recreação histórica alusiva à efeméride.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Almeida, António Ribeiro, realçou as presenças institucionais hoje no concelho, mas não deixou de fazer uma crítica por não estar a ser dado, em sua opinião, “o mesmo destaque ao bicentenário das invasões francesas que foi dado ao centenário da implantação da República", sublinhando que "não é menos importante”.

“Lamento que não tivesse acontecido”, afirmou António Ribeiro, que se considera um republicano e um europeísta.

“É bom que se diga que a nossa independência esteve em perigo, hoje podíamos não ser Portugal”, situação para a qual Almeida “teve um papel muito importante, na detenção das tropas francesas de Massena”, pelo que “devia haver um maior empenhamento da Presidência da República e do Governo” nestas comemorações, considerou.

“Entendo que deveríamos merecer essa especial atenção, eu creio que até o Buçaco e as Linhas de Torres estão a ser secundarizadas perante o Centenário da República”, disse o autarca à Lusa.

Já o secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, considerou a cerimónia da “Batalha do Côa justamente assinalada” e fez questão de notar a sua presença como representante do Governo.

Juntamente com o chefe do Estado Maior do Exército, foram “duas áreas importantes” que estiveram numa cerimónia histórica, “o que nem sempre acontece infelizmente”, disse o governante, sublinhando que com a autarquia “estão todos de parabéns”.

“Almeida é um monumento abaluartado de excelência e que marca esta região”, que começa a gerar um turismo de história militar, “um turismo de guerra, que está a crescer como uma outra forma de turismo cultural”, disse à agência Lusa.

“O Ministério da Cultura que nós desejamos no século XXI é um ministério que tem de interagir com outras áreas da governação”, sobretudo com as autarquias, frisou Elísio Summavielle.

Do Combate do Côa, ocorrido há precisamente 200 anos, reza a história ter sido a primeira grande batalha que marcou o início da III Invasão Francesa, no âmbito da Guerra Peninsular (1807-1814), tendo detido as tropas do general Massena no rio Côa.

Após o Combate do Côa e da queda da praça de Almeida (27 de agosto de 1810), Massena e as suas tropas dirigiram-se para Lisboa - antes ocupando e saqueando Coimbra -, onde viriam a ser travadas e obrigadas a regressar à fronteira e de volta a Cidade Rodrigo (Espanha).

DYG.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/fim




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