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Jovens da Extremadura espanhola aprendem a língua portuguesa nas férias de verão em Badajoz
22-07-2010
Aprender a fazer um pedido num restaurante, escrever a letra de uma música ou praticar jogos tradicionais são algumas das atividades desenvolvidas, em Badajoz (Espanha), num acampamento de verão de jovens da Extremadura espanhola para aprenderem português.

Ao todo, são 45 jovens extremenhos que têm vindo a aprender a língua portuguesa através da participação no acampamento de verão, sob o tema “Extremenhos viajantes” e que termina sexta feira, numa iniciativa promovida pela Junta de Extremadura.

“Aprendi a pedir em português uma refeição. Já sei pedir um bife bem passado com batata, salada, filete de pescada e água”, disse, com satisfação, Pablo Aveiro, um dos jovens participantes.

Também Sonia Cebrian, de 13 anos, que participa pela primeira vez, está radiante com a experiência.

“Tenho-me divertido e aprendido muito. Já fomos a Évora e visitamos o Templo de Diana e a Capela dos Ossos. Foi muito giro. Também já aprendi as regiões. Gosto muito da língua portuguesa, mas o mais difícil é a fonética”, admitiu a jovem extremenha, em declarações à Agência Lusa.

Hélio da Silva já é repetente na iniciativa e considera “fácil” a aprendizagem da língua de Camões.

Esta é já a segunda edição da iniciativa, desenvolvida no quadro do Programa de Imersão Linguística da Junta da Extremadura, e decorre até sexta feira na residência do Instituto Nuestra Señora de Bótoa, em Badajoz, a poucos quilómetros da fronteira e da cidade portuguesa de Elvas.

Os participantes na ação foram os melhores alunos na disciplina de português, no passado ano letivo, explicou Sandra Hurtado, coordenadora do curso.

“Quase todos são crianças da zona de fronteira e de Badajoz, onde o ensino do português é cada vez mais importante e eles são os melhores”, indicou.

Ao longo de onze dias, os jovens espanhóis, com idades entre os 10 e 15 anos e que frequentam o primeiro ciclo e secundário, tiveram a possibilidade de, através de situações lúdicas, experimentar como seria viajar por países de língua portuguesa.

“Eles aprendem português num contexto real e de uma forma divertida. Os professores e monitores falam com eles em português e simulamos diversas situações que aconteceriam se eles estivessem em Portugal a fazer uma viagem, por exemplo”, explicou Sandra Hurtado.

O Programa de Imersão Linguística do Ministério Regional de Educação surge no âmbito do Lingualex (2009-2015) para consolidar os idiomas oferecidos no plano de educação e potenciar os seus aspetos práticos.

No passado ano letivo, 34 escolas da região da Extremadura espanhola proporcionaram o português como segunda língua estrangeira, no 5.º e 6.º anos do primeiro ciclo. Outras 32 escolas primárias desenvolveram o Programa de Língua e Cultura portuguesas, num total de 66 centros de primária.

No ensino secundário, 33 escolas também ensinaram a língua de Camões. Atualmente, há 10 500 alunos e 50 professores de português no ensino básico e secundário espanhol especialmente concentrados na região da Extremadura.

AYRM.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Fim




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