Lisboa Madrid Saúde: Aldeias de Mirandela têm consultas e cuidados por dois euros e meio sem terem de se deslocar
21-07-2010 Os idosos de cinco aldeias do concelho de Mirandela já não precisam de se deslocar para ir ao médico ou para obter outros cuidados de saúde já que os passaram a ter disponíveis, perto de casa, por apenas dois euros e meio.
É por este preço que o grupo CESPU assegura, a partir de agora, às populações rurais isoladas destas aldeias transmontanas consultas de clínica geral, podologia, higiene oral, psicologia clínica e rastreios vários, num total de 12 serviços que incluem também transporte gratuito de doentes e encaminhamento para especialidades. Tornar a saúde mais próxima é o propósito deste projeto piloto de cariz social do grupo privado nortenho ligado ao ensino e prestação de cuidados de saúde em parceria com a Câmara de Mirandela, cidade onde está a construir um hospital privado da rede “Nova Saúde”. Alzira da Conceição, com 85 anos, teve de ir “muitas vezes a Mirandela ao centro de saúde” para fazer o curativo às varizes nas pernas. “Ia de autocarro, passava lá metade do dia, agora é muito melhor”, descreve a idosa de Fradizela, para quem “dois euros e meio não é dinheiro”, comparado com o conforto de poder receber perto de casa os cuidados que necessita. O projeto está no terreno desde maio e no início “as pessoas não queriam acreditar”, disse à Lusa o presidente da junta de freguesia, Jorge Sousa “Numa aldeia onde não acontece nada aparecer um serviço destes é a melhor coisa que podia acontecer”, afirmou o autarca que, à semelhança das outras freguesias, disponibiliza o espaço para os serviços funcionarem com as necessárias condições. A iniciativa tem ainda o apoio da Câmara Municipal local, como salientou o vereador, António Branco. O projeto, segundo o responsável da CESPU, Cordeiro Tavares, poderá ser alargado em breve a outros municípios que mostrem interesse. O responsável sublinhou que o propósito desta iniciativa é dar o mínimo de saúde às pessoas que habitam em freguesias mais recônditas, ter um papel complementar, subsidiário em relação ao Estado e garantir também estágios profissionais remunerados aos alunos dos cursos das escolas de saúde do grupo. Com prestação de cuidados de saúde a preços simbólicos, os promotores do projeto pretendem atenuar os problemas de mobilidade dos residentes em núcleos rurais mas, igualmente, de acessibilidade económica que, muitas vezes, impossibilita as famílias mais carenciadas de recorrer a consultas de especialidade. As beneficiárias são, para já, as aldeias de Fradizela, Franco, Lamas de Orelhão, Mascarenhas e Passos com unidades clínicas, onde equipas multidisciplinares prestam variados serviços de apoio à população. Os profissionais facilitam também à população a marcação de exames complementares de diagnóstico na rede CESPU, com transporte gratuito, marcação de consultas junto dos médicos de família nos centros de saúde, recolha de análises clínicas, rastreios e encaminhamento de utentes para consultas de especialidade para o Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE). HFI. *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico *** Lusa/fim |
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