Lisboa Madrid Comunicações: Zonas rurais com investimento de 156,5 ME para Redes de Nova Geração
06-02-2010 As zonas rurais do Norte, Centro e Alentejo e Algarve vão ter acesso a comunicações eletrónicas de alta velocidade através da implementação das Redes de Nova Geração (RNG), num investimento de 156,5 milhões de euros.
Os contratos para as RNG nestas quatro regiões do país foram hoje adjudicados pelo Governo às empresas que as vão implementar, numa cerimónia em Vila Viçosa (Évora) presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates. A iniciativa contou ainda com a participação do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, e do secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos. Estas RNG, segundo o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, implicam um investimento de 156,5 milhões de euros, que irá dotar estas zonas de redes de comunicações eletrónicas de alta velocidade, abrangendo mais de um milhão de pessoas e prevendo a criação de 20 mil postos de trabalho. Na cerimónia, José Sócrates destacou a aposta feita nos últimos anos em Portugal nas novas tecnologias de informação e comunicação (TIC), que colocou o país na "linha da frente" em alguns desses domínios, a nível europeu e mundial. Como exemplo, o chefe do Governo apontou o resultado positivo que tem sido alcançado pela balança tecnológica portuguesa desde 2007. O investimento no domínio das TIC "foi de tal intensidade que, em 2007, começámos a ter a balança tecnológica positiva", ou seja, o país passou a exportar mais do que aquilo que importa nessa área, situação que, segundo Sócrates, se manteve em 2008 e 2009. Aludindo às RNG destinadas às zonas rurais, o primeiro-ministro colocou Portugal numa posição de liderança em termos europeus: "Somos o primeiro país europeu a desenvolver esta linha política". A implementação destas redes, segundo o Governo, vai contribuir "para a igualdade de oportunidades" entre o interior e o litoral do país, permitindo combater a infoexclusão. O primeiro-ministro acentuou que a aposta visa impedir "um erro" cometido no passado, na altura da implementação das comunicações por cabo, quando "o país do interior não teve acesso a essa modernização". No capítulo das TIC, José Sócrates apontou também o exemplo do primeiro lugar de Portugal, a nível europeu, no ranking do governo eletrónico, quando, em 2005, o país apenas estava classificado em "16.º lugar". Outro caso ilustrativo do avanço português nesta área, apontou, é a escola de Várzea de Abrunhais (Lamego), classificada pela Microsoft como a "tecnologicamente mais evoluída do mundo". É deste tipo de investimentos, disse, que Portugal precisa porque ao mesmo tempo que se combate “a crise económica mundial", também se avança na "modernização" do país. Sócrates realçou ainda que, no caso das RNG, se trata de um investimento no "futuro" do país, que "vai dar muito emprego" e "colocar Portugal na linha da frente dos países com mais ambição na sua infraestrutura tecnológica". "É com estes investimentos que se constroem boas empresas internacionais, clusters industriais que venderão para o mundo a nossa tecnologia", afirmou. RRL/SYM *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico *** Lusa/Fim |
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